Os termos que mais aparecem na simulação clínica, na educação em saúde e na gestão da qualidade, explicados em linguagem simples.
Avaliação externa que certifica que um serviço de saúde cumpre padrões de qualidade e segurança. No Brasil, a mais comum é a ONA (Organização Nacional de Acreditação); internacionalmente, a JCI (Joint Commission International).
Vulnerabilidade em processos, equipamentos ou comunicação que ainda não causou dano, mas pode causar. Simulações in situ são a forma mais eficaz de revelá-las.
Teoria da aprendizagem de adultos de Malcolm Knowles: adultos aprendem melhor com autonomia, partindo da própria experiência e com problemas reais e aplicáveis.
Sessão que prepara os participantes antes da cena: contextualiza a situação clínica e estabelece o “contrato de ficção” e um ambiente de aprendizagem seguro.
Modelo de aprendizagem vivencial de David Kolb em quatro etapas: experiência concreta, observação reflexiva, conceitualização abstrata e experimentação ativa.
Treinamento de fatores humanos vindo da aviação: comunicação em alça fechada, consciência situacional, assertividade e liderança adaptativa em ambientes críticos como centro cirúrgico, UTI e emergência.
Conjunto de valores, atitudes e comportamentos de uma organização em relação à segurança do paciente. Costuma ser medida com a pesquisa HSOPSC.
Discussão reflexiva e estruturada após a simulação, conduzida por facilitador treinado. É a fase em que a experiência vira aprendizado transferível para a prática.
Estudantes de diferentes profissões de saúde aprendendo juntos, para desenvolver trabalho em equipe e comunicação. A OMS a reconhece como estratégia para a segurança do paciente.
Grau em que a simulação reproduz a experiência emocional e relacional de um encontro clínico real. Atores treinados oferecem um nível que manequins e softwares não alcançam.
Gather, Analyze, Summarize: modelo de debriefing direto, em três etapas, indicado para cenários curtos ou focados.
Hospital Survey on Patient Safety Culture: questionário validado para medir a cultura de segurança do paciente por dimensões.
Simulação que segue a jornada de um paciente (ator) pela instituição, como fazem as agências de acreditação, para identificar falhas de processo em tempo real.
Técnica de maquiagem e caracterização que reproduz ferimentos, lesões e sinais clínicos no ator, aumentando o realismo da cena.
Objective Structured Clinical Examination: avaliação de competências clínicas em estações padronizadas, com pacientes simulados, considerada padrão-ouro na educação médica.
Ator treinado que se passa por paciente ou familiar para avaliar, de forma objetiva, o atendimento, a comunicação e a adesão a protocolos.
Ator treinado para interpretar um paciente, familiar ou outro profissional, reproduzindo sintomas, emoções, comportamentos e histórico pessoal.
Promoting Excellence and Reflective Learning in Simulation: framework híbrido de debriefing em quatro fases — reações, descrição, análise e sumarização.
Do conceito de Vygotsky: suporte ajustado em tempo real para o participante alcançar um patamar de competência que não alcançaria sozinho, dentro da zona de desenvolvimento proximal.
Simulação realizada no próprio ambiente de trabalho, com os equipamentos e as equipes reais da instituição.
Metodologia de ensino e avaliação que recria um cenário clínico para que os participantes vivam uma experiência prática e imersiva, aprendendo com base na experiência.
Protocolo em seis etapas para a comunicação de más notícias, muito usado no treinamento de habilidades de comunicação.
Termo em inglês para paciente padronizado: o ator que reproduz o mesmo caso de forma consistente para diferentes participantes, garantindo equidade em avaliações.
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